O que dizem os manuais de diagnóstico
O que os manuais de diagnóstico dizem sobre o autismo, em linguagem simples, para quem vai ler um relatório ou entrar numa junta médica.
Num relatório ou numa junta médica vai encontrar linguagem que vem dos manuais de diagnóstico. Esta página explica o que esses termos querem dizer, para que ninguém tenha de fingir que percebeu.
A Caju não avalia nem classifica ninguém. O que está aqui é uma descrição do que os manuais dizem, para leitura.
De onde vem o termo
O DSM é o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, publicado pela Associação Americana de Psiquiatria. Ao longo das suas edições a designação foi mudando: segundo o manual, na 4.ª edição falava-se em Perturbações Globais do Desenvolvimento, com subtipos como a Síndrome de Asperger, e na 5.ª edição, de 2013, passou a usar-se uma designação única, Perturbação do Espectro do Autismo.
Os eixos que o manual descreve
O DSM-5 descreve dois eixos: a comunicação e a interação social, e os padrões de comportamento, interesses ou atividades restritos e repetitivos. Segundo o manual, os sinais estão presentes desde cedo, ainda que possam só se tornar evidentes quando as exigências do dia a dia aumentam.
Os três níveis
O DSM-5 descreve três níveis de gravidade, definidos pela quantidade de apoio que a pessoa necessita, e não por uma medida de capacidade. Conforme o manual, o nível 1 corresponde a necessitar de acompanhamento, o nível 2 a acompanhamento moderado e o nível 3 a acompanhamento intensivo.
Prevalência em Portugal
O único estudo de prevalência feito em Portugal é de Guiomar Oliveira, de 2005, e apontava para cerca de uma em cada mil crianças em idade escolar. Tem mais de vinte anos e o próprio estudo já não serve como retrato do presente: o número real é seguramente mais elevado, em parte porque o conhecimento e os instrumentos de deteção melhoraram muito desde então.
Informação de apoio. Não substitui aconselhamento jurídico nem a informação oficial dos serviços.